Zika vírus no Caribe: o que você precisa saber

O Zika estourou no Brasil em 2015, mas já se tornou um assunto de preocupação mundial conforme anunciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E que dizer deste vírus no Caribe? Será que você deve se preocupar com isto caso tenha uma viagem marcada para lá? Isto é o que vamos explicar aqui. Este artigo foi inspirado em uma matéria do site Caribbean Journal, você pode ler a versão em inglês neste link http://caribjournal.com/2016/02/01/zika-what-you-need-to-know.

O Zika vírus é transmitido aos humanos por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, que gosta de viver perto do homem em áreas urbanas e é mais ativo durante o dia. De acordo com a OMS, as picadas do mosquito ocorrem com mais incidência no início da manhã ou no fim da tarde. Os mosquitos também agem a noite na presença de luz artificial. Sua picada é praticamente indolor, pois o mosquito possui um anestésico na saliva, assim é difícil a pessoa perceber que está sendo picada.

Os sintomas mais comuns são febre, erupções na pele, dores nas articulações e conjuntivite. Apesar disto, 80% das pessoas que contraem o vírus através da picada do mosquito não apresentam nenhum sintoma. Os sintomas, quando ocorrem, geralmente desaparecem entre 3 e 7 dias e são muito menos agressivos que os sintomas da dengue, por exemplo. No momento não há nenhuma vacina ou remédio especial para tratar a infecção, mas o grande problema, e que tem causado maior preocupação, é que após o grande número de casos de Zika no Brasil houve também um aumento no número de bebês nascidos com microcefalia e ainda não se sabe como o vírus atua no organismo e qual o período mais vulnerável para a gestante.

O surto de Zika se concentrou no Brasil e na América do Sul, sendo que o Brasil possui cerca de 1,5 milhões de casos suspeitos. No Caribe há poucos casos registrados, dispersos em 9 países e territórios, sendo que a maioria dos 200 casos suspeitos são na Republica Dominicana e em Porto Rico. Comparando o Caribe com o Brasil nota-se que há pouquíssimos casos, é claro que as coisas podem mudar, mas a situação no Caribe é bem diferente daqui.

E recomendado que as mulheres grávidas e aquelas que estão pensando em engravidar considerem adiar viagens para locais de maior circulação do vírus nas Américas. E caso você viaje para o Caribe, mas isso se aplica a qualquer viagem, há algumas coisas que podem ser feitas para reduzir o risco de picada do mosquito, como a aplicação de repelentes, mosquiteiros, telas em janelas e o uso de roupas com mangas, quando possível.

O que os países do Caribe estão fazendo a respeito deste problema?

Conforme menciona o artigo, a Organização do Turismo no Caribe tem apelado para que todos os países “trabalhem diligentemente para controlar a população do mosquito”. O vírus Chikungunya que também preocupou os viajantes em 2014 foi controlado de modo significativo no Caribe, dando esperança que o mesmo controle ocorra em relação a expansão do Zika.

Podemos concluir dizendo que não há razões significativas para adiar uma viagem ao Caribe devido a preocupação com o Zika vírus, mas é importante manter-se informado a respeito do que está sendo feito para combater o problema e quais medidas podem ser tomadas para minimizar os riscos de infecção.